Primeira parada: Kuala Lumpur

Kuala Lumpur foi a primeira cidade que visitamos durante a viagem pelo sudoeste asiático. Foi uma passagem rápida, espremida entre dois voos, mas na medida. Em dois dias é possível cobrir todas as “atrações” e ter uma noção da salada cultural.

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A Malásia tem pouco mais de 28 milhões de habitantes, divididos em três principais grupos étnicos/religiosos: malaios (muçulmanos), chineses (budistas) e tâmeis (hindus). O islamismo é a religião oficial, mas a constituição garante a liberdade de crença.

De fato, eu não lembro de ter visitado um país muçulmano tão tolerante. As pessoas vivem em harmonia, tanto faz se acreditam em Allah, Buda ou nas milhares de divindades hinduístas.

KL é o centro financeiro da Malásia. Moderna, segura, limpa. As pessoas são sorridentes. Uma cidade muito agradável (e seria mais ainda se não fosse tão quente e úmida – a umidade gira em torno dos 80%).

Chegamos às 6h da manhã. Após algumas horas de sono, banho e café da manhã, fomos ao KLCC (Kuala Lumpur City Centre) para ver as Petronas Twin Towers.

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Medindo 451m, as torres gêmeas mais altas do mundo são o símbolo da Malásia e sede da companhia de petróleo e gás Petronas. A quantidade de aço e vidro impressiona.

A visita guiada ao skybridge (passarela que conecta os 41º andares das torres) costumava ser gratuita. Agora é preciso desembolsar 80 ringgit (aproximadamente US$25,00) pelo ingresso que também dá acesso ao deck de observação no 86º andar. Como os ingressos esgotam rapidamente, o ideal é chegar cedo (a bilheteria abre às 8h30m) ou comprar na véspera. Nós não fazíamos questão de subir, então admiramos e fotografamos os prédios do chão.

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Na base das torres há um parque (projetado por um brasileiro e conhecido como “Central Park de KL”) com playground, chafariz para a criançada, pista de corrida. Ao invés de cortar caminho pelo shopping (o luxuoso Suria KLCC), preferimos contornar o bairro.

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No meio da tarde fomos ao shopping, onde ficamos até anoitecer (faltava uma semana para o Natal e as lojas estavam lotadas). Jantamos um “curry malaio”, tiramos mais algumas fotos das torres iluminadas e voltamos para o hotel. Às 7h da manhã de domingo já estávamos de pé, rumo às Batu Caves.

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O templo hindu fica a 13 km do centro de Kuala Lumpur e é facílimo ir por conta própria. Pegamos o trem KTM Komuter na KL Sentral e 30 minutos depois avistamos a imensa estátua dourada de Murugan e a escadaria. Gastamos cerca de US$1,00 cada (ida e volta).

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Os hindus que vivem na Malásia (e também em Singapura) são tâmeis, oriundos do sul da Índia e do Sri Lanka. Murugan é o deus tâmil da guerra, que derrotou o mal com o “vel” (lança) que recebeu de sua mãe, Parvati. A caverna principal teria o formato de um “vel” e por isso o local foi dedicado a Murugan.

Uma vez por ano – no final de janeiro ou início de fevereiro – 1,5 milhão de pessoas se reúne para o Thaipusam, a celebração de Murugan.

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É o momento de agradecer ou pedir ajuda, normalmente através de sacrifícios físicos. Alguns fiéis levam jarros de leite sobre a cabeça, outros perfuram o corpo todo com piercings/ganchos e carregam “kavadis” (fardos). Lanças atravessam línguas e bochechas, pedaços de carvão em brasa são engolidos. Quanto maior a dor, maior a devoção. Vi fotos de um homem inteiramente suspenso pela pele, igual carne no açougue. Quem fizer uma busca de imagens no Google perceberá que a fé (e a criatividade) não têm limites.

Eu não teria estômago para acompanhar o Thaipusam ao vivo, mas subi os 272 degraus tentando imaginar a multidão, a música e a dança. É uma festa.

Outras atrações em KL:

- O mix Chinatown/Little India/Mercado Central. O Will não é muito fã de Chinatowns (e aglomerações) e pulamos esta parte.

- A torre de comunicação Menara KL, com observatório 360º.

- A Dataran Merdeka (Praça da Independência).

1 comentário
  1. Oi, Lucila. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia Paulista

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